sábado, 2 de agosto de 2014

O CULTO AOS ANCESTRAIS

 
O CULTO AOS ANCESTRAIS
Em Historie Philosophique du Genre Humain, tomo I , Fabre d’Olivet levanta uma hipótese sugestiva sobre a forma de como se deve ter-se estabelecido, o Culto aos Ancestrais na Raça Branca.
“Em um Clã belicoso, dois guerreiros rivais discutem. Furiosos, eles vão se bater; e já estão se atracando, quando uma mulher desgrenhada se atira entre eles e os separa. É a irmã de um deles e esposa do outro. Seus olhos lançam chispa, sua voz a tônica do comando. Ela grita com palavras ofegantes, incisivas, que vira na floresta
O Ancestral da raça; o guerreiro vitorioso de outrora, o herói lhe aparecera. Ele não quer que os dois guerreiros briguem entre si, mas que se unam contra o inimigo comum. “É a Sombra do grande Ancestral, é o herói que me disse - clama a mulher exaltada – ele me falou! Eu vi! E ela acredita no que diz. Convencida, ela convence.
Emudecidos assombrados e como aterrados por uma força invencível os adversários se dão as mãos, reconciliados, e olham para a mulher inspirada, como se ela fosse uma espécie de divindade.”
Tais sugestões seguidas de bruscas mudanças devem ter sido numerosas e das mais diversas formas na vida pré-histórica da Raça Branca.
Procuremos agora vislumbrar as consequências inesperadas e prodigiosas de tal acontecimento.
No Clã, na povoação, todo mundo fala do fato maravilhoso, onde a mulher inspirada viu o Ancestral, tornar-se uma árvore sagrada. O Carvalho que em que se transformara o Ancestral, torna-se uma Árvore Sagrada.
Para lá a reconduzem e, sob a influência magnética da Lua, que a mergulha num estado visionário, ela continua a Profetizar em nome do Grande Ancestral. Logo, outras mulheres se unem a primeira e depé  sobre os rochedos evocarão as Almas diáfanas dos Ancestrais diante de multidões palpitantes, que os verão ou acreditarão ver.
Mas isso, não é tudo. Em torno das Profetisas, se reunirão os velhos, que as observam durante seus sonos lúcidos e seus êxtases proféticos.
 Estudam seus diversos estados, controlam suas revelações e interpretam seus Oráculos. Quando neste estado, elas se transfiguram suas palavras se tornam rítmicas, suas vozes se elevam e proferem seus Oráculos cantando numa melopéia grave e significativa. Daí o Verso, a Estrofe, a Poesia e a Música, cuja origem é considerada Divina entre todos da Raça Ariana. A ideia da Revelação só poderia surgir a propósito de fatos dessa ordem. Assim também vemos brotar a Religião e o Oculto, os Sacerdotes e a Poesia.
Como as outras Raças, a Raça Branca também teve que se livrar do estado selvagem, para depois tomar consciência de si mesma. Suas características distintas são o gosto pela liberdade individual, a sensibilidade medidata que gerou o poder da simpatia, e a predominância do intelecto que atribui a imaginação uma aparência idealística e simbólica. A sensibilidade anímica motivou a dedicação, a preferencia do homem por uma única mulher; daí a tendência dessa Raça a monogamia, o principio conjugal e a família. A necessidade da liberdade, somada a sociabilidade, originou o clã com seu princípio eletivo. A imaginação ideal criou o culto do Ancestral, que constitui a raiz e o centro da Religião dos Povos Brancos.
Próxima Postagem  a Raça Ariana na Ásia, no Irã e na Índia
PAZ E HARMONIA KÓSMICA
Jade
 
 
 
 
 
 

domingo, 27 de julho de 2014

CRUZAMENTO DAS RAÇAS E A RELIGIÃO


O CRUZAMENTO DAS RAÇAS

O SURGIMENTO DA RELIGIÃO
 

O cruzamento das raças se operou de duas maneiras diferentes, seja pela colonização pacífica, seja pela conquista belicosa. Nas Regiões onde a Raça branca se submeteu aos Povos Negros, aceitando seu domínio e recebendo de seus Sacerdotes a iniciação religiosa, originaram-se os Povos Semitas, tais como os Egípcios, antes de Menes, os Árabes, os Fenícios, os Caldeus e os Judeus.

As Civilizações Arianas, ao contrário, se teriam originado nas regiões onde os Brancos dominaram os Negros por meio de Guerras ou da conquista, ou seja, os Iranianos, os Gregos, os Hindus e os Etruscos. Quando falamos em estados bárbaros e nômades na Antiguidade, tais como os Citas, os Getos os Sármatos, os Celtas e, mais tarde, os Germanos. Dessa maneira se explicaria a diversidade fundamental das Religiões e também da escrita existente nas duas grandes categorias de Nações. Entre os Semitas, onde a intelectualidade da raça negra dominou primitivamente, nota-se, acima da idolatria popular, uma tendência ao   monoteísmo o princípio da unidade de Deus oculto absoluto e sem forma, que foi um dos dogma essenciais dos Sacerdotes da Raça Negra e de sua iniciação Secreta. Entre os Brancos vencedores ou que permaneceram puros, nota-se, ao contrário, a tendência ao politeísmo, à mitologia, à personificação da Divindade, que provém de seu amor pela natureza e do culto apaixonado pelos ancestrais.

NASCIMENTO DA RELIGIÃO
 

Dizem que foi o temor do Homem primitivo diante das intempéries da Natureza. Mas o temor, nada tem de comum com o respeito e o amor. Ele não liga o Fato a Ideia, o visível ao invisível, o Homem a Deus, Enquanto o Homem não fez senão tremer diante da Natureza, ele não foi Homem. Tornou-se Homem no dia em que percebeu o liame que o prendia ao passado e ao futuro, a algo superior e benigno e passou a adorar esse mistério desconhecido. Todavia, de que maneira ele o adorou pela primeira vez?

Fabre d’Olivet, o maravilhoso vidente do passado pré-histórico da humanidade emite uma luminosa opinião sobre o fato, o qual postarei em breve.

Paz e Harmonia Cósmica

Jade

 

 

 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

RAÇA BRANCA





A RAÇA BRANCA


Se o Sol da África fomentou a Raça Negra, dir-se-ia que os gelos do Polo Ártico viram a eclosão da Raça Branca. São os Hiperbóreos de que fala a Mitologia Grega. Estes Homens de cabelos ruivos, olhos azuis, vieram do Norte através das florestas iluminadas por clarões boreais, acompanhados por cães e renas, comandados por chefes intrépidos e conduzidos por mulheres videntes. Cabeleiras de ouro e olhos azuis, cores predestinadas. Esta Raça iria inventar o culto do Sol e do Fogo Sagrado e trazer ao Mundo a nostalgia do Céu. Ora se revoltaria contra ele até querer assalta-lo, ora se prosternaria diante de seus esplendores em uma adoração absoluta.
Como as outras Raças, também teve que se livrar do estado selvagem, para depois tomar consciência de si mesma. Suas características distintas são o gosto pela liberdade individual, a sensibilidade meditada que o poder da simpatia, e a predominância do intelecto que atribui à imaginação uma aparência idealista e simbólica. A sensibilidade anímica motivou a dedicação, à preferencia do Homem por uma única mulher; daí a tendência dessa raça a monogamia, o princípio conjugal e a família. A necessidade de liberdade, somada à sociabilidade, originou o Clã com seu princípio eletivo. A imaginação ideal criou o Culto dos Ancestrais, que constitui a raiz e o centro da Religião da Raça Branca.
O principio social e politico se manifesta no dia em que alguns homens semi - selvagens, perseguidos por um populacho inimigo, se reúnem instintivamente e escolhem o mais forte e o mais inteligente dentre eles, para os defender e comandar. Nesse dia, nasceu a sociedade. O Chefe é um Rei em potencial, seus companheiros, os futuros Nobres; os velhos deliberavam, mas eram incapazes de marchar, formando assim uma espécie de Senado ou Assembleia dos Anciãos.

Próxima Postagem: 
                             
                  O CRUZAMENTO DAS RAÇAS E A RELIGIÃO

NAMASTÊ


terça-feira, 10 de junho de 2014

A RAÇA NEGRA


 

A RAÇA NEGRA

 

Depois da Raça Vermelha foi a Raça Negra que dominou o globo. É, preciso procurar o tipo superior não no negro degenerado, mas no Abissínio e no Núbio, nos quais se conserva o molde desta Raça que um dia atingiu o Apogeu. Em tempos pré-históricos, os Negros conquistaram o Sul da Europa, tendo sido depois rechaçados pelos Brancos. Sua lembrança foi completamente apagada de nossas tradições populares, entretanto ali deixaram duas marcas indeléveis: o horror ao Dragão, o emblema de seus Reis, e a ideia de que o Diabo é negro. Os Negros devolveram o insulto a Raça rival fazendo branco o seu próprio diabo. No tempo de sua soberania, os Negros tiveram centros Religiosos no Alto Egito e na Índia. Suas cidades ciclópicas guarneciam as montanhas da África, do Cáucaso e da Ásia Central. Sua organização social consistia em uma Teocracia absoluta. No ápice, Sacerdotes temidos como se Deuses o fossem; embaixo, tribos inquietas, sem família reconhecida, as mulheres eram suas escravas. Esses Sacerdotes possuíam conhecimentos profundos, o princípio da Unidade Divina do Universo e o culto aos Astros, que sob o nome de Sabeísmo, se infiltrou entre os Povos Brancos. Mas entre a ciência dos Sacerdotes Negros e o fetichismo grosseiro das massas, não havia absolutamente intermediários, nem a arte idealista nem Mitologia sugestiva. De resto uma indústria já adiantada, sobretudo a arte de manejar massas de pedras colossais, por meio da balística, e de fundir metais nas imensas fornalhas, nas quais trabalhavam os prisioneiros de guerra. Nessa raça poderosa pela resistência física, pela energia passional e pela capacidade de dedicação, a Religião foi, entretanto, o Reinado da força pelo terror. A Natureza e Deus quase não se mostram à consciência desses povos infantis, a não ser sob a forma do Dragão, O terrível animal antediluviano que os Reis mandavam pintar em suas bandeiras e que os Sacerdotes esculpiam no alto das portas de seus templos.

 

 

 

 

 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O CICLO ARIANO


O CICLO ARIANO

“O Céu é meu Pai, ele me gerou. Tenho por família toda esta corte Celeste. Minha Mãe é a Grande Terra. A parte mais alta de sua superfície é sua Matriz; lá o Pai fecunda o seio daquela que é sua Esposa e Filha”.

Eis o que cantava o Poeta Védico, há quatro ou cinco mil anos, diante de um altar feito de terra, onde ardia um fogo de ervas secas. Um vaticínio profundo, uma consciência grandiosa transpira nestas palavras estranhas. Elas encerram o segredo da dupla origem da humanidade. A Anterior e superior a Terra é o tipo divino do homem; celeste é a origem de sua Alma. Seu corpo, entretanto, é o produto dos elementos terrestres fecundados por uma essência Cósmica. Na linguagem dos Mistérios, os amplexos de Urano e da Grande Mãe significam chuvas de Almas ou de Mônadas Espirituais que vêm fecundar os germes terrestres; os princípios organizadores sem os quais a matéria não passaria de massa inerte e difusa. A parte mais alta da superfície terrestre, que o Poeta Védico chama de matriz da Terra, designa os Continentes e as montanhas, berços da Raça Humana. Quanto ao Céu – VARUNA, Urano dos Gregos -, ele representa a ordem invisível, hiperfísica, eterna e intelectual, e abrange todo Infinito do Espaço e do Tempo.

As Raças que atualmente partilham o Globo são filhas de terras e zonas diversas. Criações sucessivas, lentas elaborações da Terra em movimento se deram, e os continentes emergiram dos mares, em intervalos de tempos memoráveis, que os antigos Sacerdotes da índia denominavam Ciclos interdiluvianos. Através de milhares de anos, cada Continente produziu sua flora e sua fauna, coroada por uma raça Human de cor diferente.

O Continente Austral, submergido no último grande dilúvio, foi o berço da primitiva raça Vermelha, da qual os índios da América são apenas os resquícios providos de trogloditas que atingiram o Cimo das montanhas quando seu Continente desmoronou. A África é a Mãe da Raça Negra, chamada Etíope pelos Gregos. A Ásia trouxe á luz a Raça Amarela, que se mantém a nos Chineses. A última a surgir, a Raça Branca, saiu das Florestas da Europa, entre as tempestades do Atlântico e os sorrisos do Mediterrâneo.

Todas as variedades humanas resultam das misturas, das combinações, das degenerências ou das seleções destas quatro raças. Nos Ciclos precedentes, a Raça Vermelha e a Raça Negra reinaram sucessivamente, por meio de Poderosas Civilizações que deixaram traços nas construções Ciclópicas como na Arquitetura do México. Os Templos da Índia e do Egito conservam cifras e tradições sumárias destas civilizações desaparecidas. Em nosso Ciclo é a Raça Branca que domina e se avaliarmos a provável antiguidade da Índia e do Egito, poderemos deduzir que sua procedência data de sete ou oito mil anos.

ESCLARECIMENTOS:

Esta divisão da Humanidade em quatro raças sucessiva e originais eram admitidas pelos ais Antigos Sacerdotes do Egito. Elas estão representadas por quatro figuras de Tipos e Cores diferentes, nas pinturas do Túmulo de SETI I, em Tebas. A Raça Vermelha traz o nome de ROT; a Raça Asiática, de cor Amarela, o nome de AMON; a Raça Africana, de cor Negra, o de HALÁSIO; a Raça LÍBIO-EUROPÉIA, de cor Branca, cabelos loiros, o de TAMAHU ( Historire de peuples d’orient ) Lenormant

 

Brâmanes – e suas tradições quanto ao início da civilização

 Segundo as tradições Brâmanes, a civilização teria começado com a Raça Vermelha, no Continente Austral, há mais ou menos cinquenta mil anos, quando toda Europa e uma parte da Ásia ainda estavam submersas. Estas Mitologias falam também de uma Raça anterior, de Gigantes. Em algumas cavernas do Tibet., foram encontrados ossos humanos gigantescos, cuja formação se assemelha muito mais aos macacos do que ao homem. Eles se relacionam a uma humanidade primitiva, intermediária, ainda vizinha da Animalidade que não possuía linguagem articulada, nem organização social, nem religião. Pois estas três coisas brotam sempre ao mesmo tempo; eis aí o sentido dessa notável Tríade Bardica que diz: “Três coisas são primitivamente contemporâneas – Deus, A Luz e a Liberdade”. Com o primeiro balbucio da palavra, nasce a sociedade e a vaga suspeita de uma Ordem Divina. É o Sopro de Jeová na boca de Adão, o Verbo Hermes, a Lei do primeiro Manu, o Fogo de Prometeu. Um Deus estremece no Fauno Humano. A raça Vermelha, como já dissemos, ocupava o Continente Austral hoje submerso ( há indícios de que alguns pontos desse Continente, lentamente estão submergindo, o que dará com certeza, grandes descobertas irá corroborar com estes estudos ou definirá definitivamente a verdade sobre o nascimento de nossa Raça Terrestre) Chamado Atlântida por Platão, segundo as tradições Egípcias. Um grande cataclisma o destruí-o e dispersou seus destroços. Várias Raças Polinésias, assim como os Indígenas da América do Norte e os Astecas, que Pizarro encontrou no México, são sobreviventes dessa Raça, cuja civilização teve seus dias de glória e de esplendor material.

Paz e harmonia Cósmica

A RAÇA NEGRA – PRÓXIMO TÔPICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 3 de junho de 2014

A TEOSOFIA ANTIGA INDIANA


AS DIVISÕES DA TEOSOFIA ANTIGA

 

A Teosofia antiga, professada na Índia, no Egito e na Grécia, constituía uma verdadeira enciclopédia, dividida geralmente em quatro Categorias:

A Teogonia ou Ciência dos princípios absolutos, idêntica Ciência dos Números aplicada ao Universo, ou a Matemática Sagrada.

A Cosmogonia, a realização dos princípios eternos no Espaço e no Tempo, ou Involução dos Espíritos na matéria; períodos do mundo.

A Psicoloia;constituição do homem; evolução da alma através da cadeia ou das existências.

A Física; Ciência dos Reinos da Natureza terrestre e de suas propriedades.

O Método Indutivo E o Método experimental se combinavam e se controlavam reciprocamente nessas diversas ordens de Ciências, e a  cada uma delas correspondia uma arte. Tornando-as ordem inversa, e começando pelas Ciências Físicas, eram elas:

Uma Medicina Especial , fundada no conhecimento das propriedades ocultas dos  Minerais, das Plantas e dos Animais; A Alquimia ou Transmutação dos Metais, desintegração e reintegração da matéria pelo agente Universal, arte praticada no Antigo Egito, segundo Olimpiodoro, e denominada por ele de Crisopéia,fabricação de ouro e  da prata.

As Artes Psicúrgicas, que correspondem às forças da Alma; Magia e Adivinhação.

A Genetlíaca Celeste ou Astrologia,ou a Arte de descobrir à relação entre os Destinos dos Povos ou dos Indivíduos e os movimentos do Universo,  marcados pela Revolução dos Astros.

A Teurgia, a Arte Suprema do Mago, tão rara quanto perigos e difícil, pois é a que coloca a Alma em relação consciente com as diversas ordens de Espíritos e age sobre eles.

Vê-se então que, Ciência e Artes, tudo se Englobava nesta Teosofia e provinha de um mesmo princípio, o qual era chamado de O Monismo Intelectual, Espiritualismo Evolutivo e Transcendente. Pode-se formular os Princípios essenciais da Doutrina Esotérica da seguinte maneira.

·         O Espírito é a única realidade. A matéria não passa de sua expressão inferior, inconstante, efêmera, seu dinamismo no tempo e no espaço.

·         A Criação é Eterna e contínua como a vida.

·         O Microcosmo-homem é, por sua constituição ternária( Espírito, Alma e Corpo),a Imagem e o espelho do Macrocosmo-Universo        ( Mundo Divino, Humano e Natural),que é propriamente o órgão do Deus Inefável, do Espírito Absoluto ,o qual é, por sua natureza, Pai, Mãe e Filho ( Essência, Substância e Vida).

·         Eis porque o Homem, Imagem de Deus, pode tornar-se seu Verbo Vivo. A Gnose ou a mística racional de todos os tempos é a arte de encontrar Deus em si, desenvolvendo as profundezas ocultas, as faculdades latentes da Consciência.

·         A Alma Humana, a Individualidade é imortal por essência. Seu desenvolvimento se processa em um Plano alternadamente descendente e ascendente, por meio das Existências espirituais e Corporais que se revezam.

·         A Reencarnação é a Lei da Evolução. Atingindo sua perfeição, a Alma se Liberta e volta ao Espírito Puro, a Deus, na Plenitude de sua Consciência. Assim como a Alma se eleva acima da Lei do combate pela vida quando toma consciência de sua Humanidade, também se eleva acima da Lei da Reencarnação quando toma consciência de sua Divindade.

 

 

A Seguir: O CICLO ARIANO

 

NAMASTÊ

domingo, 1 de junho de 2014

A HISTÓRIA DAS RELIGIÕES


A HISTÓRIA DAS RELIGIÕES

 

  ÉDOUARD  SCHURÉ

 

“É por seus frutos que vós os julgareis”, disse Jesus. Esta sentença do Mestre dos Mestres se aplica tanto às Doutrinas como aos Homens. Sim este pensamento se impõe: ou a verdade é para todos o sempre inacessível ao homem, ou em grande escala as possuíram os grandes sábios os  iniciados da Terra. Ela se encontra pois, no fundo de todas as grandes Religiões e nos Livros Sagrados de todos os povos. É preciso somente, saber encontra-la aí e separa-la de tudo mais.

Toda Religião têm uma história exterior e uma interior; uma aparente, outra oculta. Por história exterior entendo os dogmas e os mitos ensinados publicamente nos templos e nas escolas, reconhecidos no culto e as superstições populares. Por historia interior, entendo a ciência profunda, a doutrina secreta, a ação oculta dos grandes iniciados, profetas ou reformadores que criaram, sustentaram, propagaram estas mesmas religiões. A primeira a história oficial, aquela que lê por toda parte e circula às claras; entretanto, ela é obscura, confusa, contraditória. A segunda que chamo de tradição esotérica ou Doutrina dos Mistérios, é bastante difícil de discernir, pois ela se passa no fundo dos templos nas confrarias secretas, e seus dramas mais surpreendentes se desenrolam inteiramente no mais profundo das almas dos Grandes Profetas, os quais não confiaram suas crises supremas ou seus êxtases divinos a nenhum pergaminho e a também a nenhum de seus discípulos. É preciso adivinha-la. Todavia, uma vez que se consegue vislumbra-la, ela aparece luminosa, orgânica, sempre em harmonia consigo mesma.

Para a Raça Ariana, o germe e o núcleo se encontram nos Vedas. Sua primeira cristalização histórica aparece na Doutrina Trinaria de Krishna, que dá ao Bramanismo seu poder, à Religião da Índia seu cunho indelével. Buda que segundo a cronologia dos Brâmanes seria posterior a Krishna cerca de dois mil e quatrocentos anos, não fez senão revelar uma outra face da Doutrina oculta, a metamorfose e da série das existências encadeadas pela Lei do Carma. Ainda que o Budismo tenha sido uma revolução democrática social e moral contra o Bramanismo aristocrático e sacerdotal, seu fundo Metafísico é o mesmo, embora menos completo.

No Egito, as tradições remontam a uma Civilização muito anterior à aparição da Raça Ariana no cenário da História. Há muito pouco tempo, podia-se supor que o Monismo Trinitário, exposto nos Livros Gregos de Hermes Trimegisto, seria uma compilação da Escola de Alexandria sob a dupla influência Judaica - Cristã e neoplatônica. De comum acordo, crentes ou incrédulos, historiadores e teólogos, até recentemente, sempre defenderam essa teoria. Já há algum tempo, essas ideias sucumbiram diante das descobertas da Epigrafia Egípcia. A autenticidade fundamental dos Livros de Hermes, como documentos da antiga sabedoria do Egito, ressalta triunfante dos hieróglifos explicados. As inscrições das Colunas de Tebas e de Mênfis não somente confirmam toda cronologia de Maneton, mas também demonstram que os Sacerdotes de ÂMON - RÁ, PROFESSAVAM A ALTA METAFÍSICA, QUE SE ENSINAVA DE OUTRAS MANEIRAS ÁS MARGES DO Gangues. Pode-se dizer aqui, com o profeta Hebreu, que “a Pedra fala e o muro lança seu grito”. Pois semelhante ao “Sol da Meia noite” que reluziu nos Mistérios de ISIS E DE OSIRES, o pensamento de Hermes, a Antiga Doutrina do Verbo Solar se reascendeu nos túmulos dos Reis e brilha até nos Papiros do Livro dos Mortos, guardados pelas múmias de quatro mil anos.

Na Grécia, o pensamento Esotérico é, ao mesmo tempo, mais visível e mais oculto do que em qualquer outro lugar; mais visível porque se reflete através da Mitologia humana e encantadora; porque corre como um sangue ambrosiano nas veias desta civilização e jorra por todos os poros de seus Deuses como um perfume e um orvalho celeste. Por outro lado, o pensamento profundo e científico, que presidiu à concepção de todos estes mitos, muitas vezes é mais difícil de se penetrar por causa de sua própria sedução e dos ornamentos a eles acrescentados pelos poetas e um pouco fantasista de Platão.

A Tradição oculta de Israel, que procede ao mesmo tempo do Egito, da Caldéia e da Pérsia, nos foi conservado sob formas bizarras se obscuras, mas em toda sua profundidade e extensão pela Kabala ou tradição oral, depois pelo Sohar e o Sépher Jézirah, atribuído a Simão Bem Jochai. Misteriosamente oculta na Gênese e no simbolismo dos Profetas, ela sobressai de maneira assustadora no admirável trabalho de Fabre D’Olivet sobre a Língua Hebraica Restituída, que tende a reconstruir a verdadeira cosmogonia de Moisés, conforme método Egípcio de acordo com o tríplice sentido de cada versículo e quase de cada palavra dos dez primeiros capítulos do Gênese.

Quanto ao Esoterismo Cristão, ele brilha por si mesmo nos Evangelhos iluminados pelas tradições Essenianas e Gnósticas. Ele jorra como uma fonte viva da palavra de Cristo, de suas parábolas, do mais profundo daquela Alma incomparável e verdadeiramente Divina. Ao mesmo tempo, o Evangelho de São João no dá as chaves do ensinamento íntimo e superior de Jesus, com o sentido e o alcance de sua promessa. Encontramos aí a Doutrina da Trindade e do Verbo Divino, já ensinado há milênios nos templos do Egito e da Índia, porém reforçadas , personificada pelo Príncipe dos Iniciados, pelo Maior Filho de Deus.

Namastê

 

A seguir: As quatro categorias da Teosofia, antiga.