domingo, 17 de junho de 2012

OUTRAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS


Outras Religiões Afro-Brasileiras

Toré



O Toré é uma dança que inclui também práticas religiosas secretas, às quais só os índios têm acesso. O objetivo ritual do toré é a comunicação com os encantos ou encantados, que vivem no reino da jurema ou juremá, referência à bebida feita com a casca da raiz da juremeira. Quanto à dança propriamente dita, ela assume características diferentes em cada comunidade. Eles dançam em círculos, em sentido anti-horário, fazendo e desfazendo sucessivas espirais. O grupo dança formando quatro filas, que fazem variadas coreografias, criando movimentos de rara beleza. O ritual, que começa por volta das 21h e vai até as 3h da manhã, é uma dança coletiva acompanhada por cânticos e pelo som de chocalhos feitos de cabaças. O que mais impressiona no Toré é a força com que todos pisam o chão, de forma ritmada, juntos, como se fossem uma só pessoa.





Pajelança



Durante o ritual terapêutico, o pajé reza e fuma ao mesmo tempo, baforando a fumaça do tabaco sobre o corpo do doente. Enquanto isto sustenta em uma das mãos o maracá, cujo ruído assinala a aproximação do espírito. O pajé pode alcançar o transe fumando e hiperventilando continuamente, o que lhe provoca visões que lhe direcionam para compreender os atos estranhos que se sucedem na aldeia, ou para predizer sucessos e insucessos.

A pajelança é um ato-ritual de cura, levada á cabo por vários pajés. Nestas ocasiões eles se reúnem para fins curativos ou cuidar da realização de um feitiço que beneficie todas as comunidades participantes do evento.

A crença da pajelança é assentada na figura do encantamento, ou seja, é um culto á encantaria. Encantados são os seres invisíveis que habitam as florestas, o mundo subterrâneo e aquático, regiões conhecidas como "encantes". Os pajés servem de instrumentos para a ação dos encantados. Para tornar-se pajé, o indivíduo precisar ter um dom de nascença ou "de agrado" (adquirido).

O Catimbó


A Jurema é uma árvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina; da casca de seu tronco e de suas raízes se faz uma bebida mágico-sagrada que alimenta e dá força aos encantados do “outro-mundo”. É também essa bebida que permite aos homens entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem.

O Catimbó, envolve como padrão a ingestão da bebida feita com partes da Jurema, o uso ritual do tabaco, o transe de possessão por seres encantados, além da crença  em um mundo espiritual onde as entidades residem.

Para seus adeptos, o mundo espiritual tem o nome de Juremá  e é composto por reinados, cidades e aldeias. Nestes Reinos e Cidades residem os encantados: os Mestres e os Caboclos. “Cada aldeia tem três ‘mestres’. Doze aldeias fazem um Reino com 36 ‘mestres’. No reino há cidades, serras, florestas, rios. Quanto são os Reinos? Sete, segundo uns. Vajucá, Tigre, Candindé, Urubá, Juremal, Fundo do Mar, e Josafá. Ou cinco, ensinam outros. Vajucá, Juremal, Tanema, Urubá e Josafá”.

Troncos da planta são assentados em recipientes de barro e simbolizam as cidades dos principais mestres das casas. Estes troncos, juntamente com as princesas e príncipes, com imagens de santos católicos e de espíritos afro-ameríndios, maracas e cachimbos, constituirão as Mesas de Jurema. Chama-se Mesa o altar junto ao qual são consultados os espíritos e onde são oferecidas as obrigações que a eles se deva.

As princesas são vasilhas redondas de vidro ou de louça dentro das quais são preparadas a bebida sagrada e, em ocasiões especiais, onde são oferecidos alimentos ou bebidas aos encantados. Os príncipes são taças ou copos, que normalmente estão cheios com água e eventualmente com alguma bebida do agrado da entidade.



Os Habitantes do Juremá


Duas categorias de entidades espirituais tem seus assentamentos nas mesas de Jurema, os Caboclos e os Mestres.

Os Caboclos são identificados como entidades indígenas que trabalham principalmente com a cura através do conhecimento das ervas, dão passes e realizam benzeduras com ervas e folhagens. São associados às correntes espirituais mais elevadas, as que trabalham para o bem, mas que também podem ser perigosas quando usados contra alguém. Por isso são muito temidos.

Uma outra categoria de entidades que recebem culto na Jurema é a dos Mestres. Os mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça. Pessoas que, quando em vida, possuíam  conhecimento de ervas e plantas curativas. Por outro lado, algo trágico teria acontecido e eles teriam morrido, se “encantando”, podendo assim voltar para “acudir” os que ficaram “neste vale de lágrimas”. Alguns deles se iniciaram nos mistérios e “ciência” da Jurema antes de morrer. Outros adquiriram esse conhecimento no momento da morte, pelo fato desta ter acontecido próximo a um espécime da árvore sagrada.

O símbolo dos mestres é o cachimbo ou “marca”, cujo poder está na fumaça que tanto mata como cura, dependendo se a fumaçada é “às esquerdas” ou “às direitas”. Essa relação com a “magia da fumaça” é expressa nos assentamentos dos mestres, onde sempre se encontra presente “rodias” de fumo de rolo, nos cachimbos e nas toadas.

As marcas são gravadas nos cachimbos, e indicam as vitórias alcançadas pelo mestre que o usa. Quando em terra, os mestres já chegam embriagados e falando embolado. São brincalhões, falam palavrões, mas são respeitados por todos. Dançam tendo como base o ritmo dos Ilus e a letra das toadas. Como oferendas, recebem a cachaça, o fumo, alimentos preparados com crustáceos e moluscos diversos. Com essas iguarias, agrada-se e fortifica-se os mestres. A bebida feita com a entrecasca do caule ou raiz da Jurema e outras ervas de “ciência” (Junça, Angico, Jucá, entre outras) acrescidas à aguardente, é, entretanto, a maior fonte de força e “ciência”, para estas entidades.

Também trabalham no Catimbó as Mestras. Tais mestras são peritas nos "assuntos do coração", são elas que dão conselhos as moças e rapazes que queiram casar-se, que realizam as amarrações amorosas, que fazem e desfazem casamentos.

Juremação


Muitos juremeiros dizem que “um bom mestre já nasce feito”; contudo alguns ritos são utilizados para “fortificar as correntes” e dar mais conhecimento mágico-espiritual aos discípulos. O ritual mais simples, porem de “muita ciência” é o conhecido como “juremação”, “implantação da semente”, ou “Ciência da Jurema”. Este ritual consiste em plantar no corpo do discípulo, por baixo de sua pele, uma semente da árvore sagrada. Existem três procedimentos para isso. Em um primeiro, o próprio mestre promete ao discípulo e após algum tempo, misteriosamente, surge a semente em uma parte qualquer do corpo. Um segundo procedimento é aquele em que o líder religioso realiza um ritual especial, onde dá a seus afilhados a semente e o vinho de Jurema para beber. Após este rito, o iniciante deve abster-se de relações sexuais por sete dias consecutivos, período em que todas as noites ele deverá ser levado em sonhos, por seus guias espirituais, para conhecer as cidades e aldeias onde aqueles residem. Ao final deste período, a semente ingerida deverá reaparecer em baixo de sua pele. Num terceiro procedimento, o juremeiro implanta a semente da Jurema, através de um corte realizado na pele do braço.

Reuniões e Festas


Uma “Mesa” pode ser aberta “pelas direitas” ou “pelas esquerdas”. Nas abertas “pelas direitas”, só as entidades mais elevadas devem se fazer presentes. Incorporadas elas dão passes, receitam banhos de ervas e defumações.

Quando se abre uma mesa “pelas esquerdas” qualquer tipo de entidade espiritual pode vir. Os trabalhos não precisam, necessariamente, visar o mal de alguém, contudo, aberto os trabalhos por este lado da “ciência”, já é possível devolver aos inúmeros inimigos, que estão sempre a espreita, os males que estes possam estar fazendo.

Orações e saudações feitas, canta-se para abrir a "mesa" e chamar os guias. Em algumas casas estes dão sua presença, afirmando que protegerão seus discípulos durante a realização dos trabalhos. Subindo o último Índio ou Caboclo, é o momento de todos, exceto o juremeiro-mor, se prostrarem de joelhos no chão e pedir ao Juremá licença para entrar em seus domínios; é que os “Senhores Mestres” já vem chegando...

Os discípulos pedem benção aos Juremeiros mais velhos na casa. Saúdam com benzenções a Mesa da Jurema e os artefatos dos Mestres. A Jurema é dita aberta. Os Senhores Mestres começam a chegar.

É o momento das consultas que sempre têm clientela certa. Momento onde coisas sérias são tratadas com irreverência, sem que no entanto percam a gravidade e o apresso dos  mestres e mestras, sempre prontos a ajudar a seus afilhados. Nos casos mais graves, entretanto, o mestre logo marca um dia mais conveniente, onde poderá realizar "trabalhos em particular". É assim que o mestre, traz os recursos financeiros necessários para a manutenção da casa de culto e do seu discípulo. Quando os Mestres se vão, chegam as Mestras.

O Candomblé


O Candomblé é uma religião de origem africana, com seus rituais e (em algumas casas) sacrifícios; através dos rituais é que se cultuam os Orixás.

O Candomblé é dividido em nações, que vieram para o Brasil na época da escravidão.

São duas nações com suas respectivas ramificações: 

Nação Sudanesa: Ijexá, Ketu, Gêge, Mina-gêge, Fom e Nagô

Nação Bantu: Congo, Angola-congo, Angola.

Desde muito cedo, ainda no século XVI, constata-se na Bahia a presença de negros bantu, que deixaram a sua influência no vocabulário brasileiro (acarajé, caruru, amalá, etc.). Em seguida verifica-se a chegada de numeroso contingente de africanos, provenientes de regiões habitadas pelos daomeanos (gêges) e pelos iorubás (nagôs), cujos rituais de adoração aos deuses parecem ter servido de modelo às etnias já instaladas na Bahia.

Os navios negreiros transportaram através do Atlântico, durante mais de 350 anos, não apenas mão-de-obra destinada aos trabalhos de mineiração, dos canaviais e plantações de fumo, como também sua personalidade, sua maneira de ser e suas crenças.

As convicções religiosas dos escravos eram entretanto, colocadas às duras penas quando aqui chegavam, onde eram batizados obrigatoriamente “para salvação de sus almas” e  deviam curvar-se às doutrinas religiosas de seus “donos”.
Primeiros Terreiros de Candomblé
 
A instituição de confrarias religiosas, sob a ordem da Igreja Católica, separava as etnias africanas. Os negros de Angola formavam a Venerável Ordem Terceira do Carmo, fundada na igreja de Nossa Senhora do Rosário do Pelourinho. Os daomeanos reuniam-se sob a devoção de Nosso Senhor Bom Jesus das Necessidades e Redenção dos Homens Pretos, na Capela do Corpo Santo, na Cidade Baixa. Os nagôs, cuja maioria pertencia a nação Ketu, formavam duas irmandades: uma de mulheres, a de Nossa Senhora da Boa Morte, outra reservada aos homens, a de Nosso Senhor dos Martírios.

Através dessas irmandades (ou confrarias), os escravos ainda que de nações diferentes, podiam praticar juntos novamente, em locais situados fora das igrejas, o culto aos Orixás.

Várias mulheres enérgicas e voluntariosas, originárias de Ketu, antigas escravas libertas, pertencentes à Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da Igreja da Barroquinha, teriam tomado a iniciativa de criar um terreiro de candomblé chamado Iyá Omi Asé Airá Intilé, numa casa situada na ladeira do Berquo, hoje visconde de itaparica.

As versões sobre o assunto são controversas, assim como o nome das fundadoras: Iyalussô Danadana e Iyanasso Akalá segundo uns e Iyanassô Oká, segundo outros.

O terreiro situado, quando de sua fundação, por trás da Barroquinha, instalou-se sob o nome de Ilê Iyanassô na Avenida Vasco da Gama, onde ainda hoje se encontra, sendo familiarmente chamado de Casa Branca de Engenho Velho, e no qual Marcelina da Silva (não se sabe se é filha carnal ou espiritual de Iyanassô) tornou-se a mãe-de-santo após a morte de Iyanassô.

O primeiro “toque” deste candomblé foi realizado num dia de Corpus Christi e o Orixá reverenciado foi Oxossi.

Candomblé de Caboclo


O Candomblé, ao desembarcar no País com os escravos, encontrou aqui um outro culto de natureza mediúnica, chamado "Pajelança", praticado pelos índios nativos em variadas formas. Em ambos os cultos havia a comunicação de Espíritos.

Com o tempo, alguns terreiros começaram a misturar os rituais do Candomblé com os da Pajelança, dando origem a um outro culto chamado "Candomblé de Caboclo". Naturalmente, os Espíritos que se manifestavam eram os de índios e negros, que o faziam com finalidades diversas.

A exemplo de toda nossa cultura, o candomblé de caboclo é um a miscigenação de europeus, africanos e ameríndios, uma verdadeira mistura de crenças e costumes que suas entidades trazem em suas passagens pela terra conforme suas falanges ou linhas que se dividem em Caboclos de Pena, a linha só há índios brasileiros, Caboclo de couro que pertence a linha dos homens que lidavam com gado, marujos que são aqueles que viviam no mar e outras como os famosos baianos que é a linha que representa o trabalhador nordestino que padeceu nos sertões brasileiros, assim como falange de Zé Pilintra que a história conta que foi um "malandro" injustiçado que se tornou encantado. Estes últimos são mais comuns nos cultos de umbanda da a região sudeste do país.

Influências Ketu, Gêge, Catolicismo, Ameríndia

Usam dentro da ritualística o gongá ou peiji (palavra de origem indígena qu quer dizer altar), onde misturam imagens de todos os tipos: santos da Igreja Católica, pretos-velhos, crianças, índios, sereias, etc.

Trazem do Candomblé as festividades que louvam os Orixás e utilizam os atabaques (ilus); no lugar das sessões realizam as giras. A vestimenta é igual à do Candomblé; usam roncó, camarinha, feitura e na saída ocorre a personificação do Orixá (o médium sai com a vestimenta do Orixá); utilizam sacrifício (matança) de animais.

Nas sessões normais os caboclos utilizam cocares, arcos, flechas e no que se refere aos trabalhos, o nome dado é “Mandinga”.

Utilizam o ipadê ou padê, exigência dos Exús; os cântigos são denominados orikis e misturam cântigos em português e em iorubá. Omolocô


Influências: Angola, Congo, Ketu, Gêge, Catolicismo, Ameríndia.

Também denominado de Umbanda Mista, Umbanda Cruzada, Umbanda Traçada.

É o mais próximo da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas; segundo pesquisadores, este Candomblé estaria em transição para a Umbanda.





  UMA SEMANA DE MUITA PAZ

terça-feira, 12 de junho de 2012

UMBANDA LINDA


UMBANDA é religião!



Se dentro da Umbanda conseguimos nos religar com Deus, conseguimos tirar o véu que cobre nossa ignorância da presença de Deus em nosso íntimo, então podemos chamar nossa fé de Religião.  Como mais uma das formas de sentir Deus em nossa vida, a Umbanda cumpre a função religiosa se nos levar à reflexão sobre nossos atos, sobre a urgência de reformularmos nosso comportamento aproximando-o da prática do Amor de Deus.

A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, baseada no culto aos Orixás e seus servidores: Crianças, Caboclos, Preto-velhos e Exus. Estes grupos de espíritos estão na Umbanda "organizados" em linhas: Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os regem, os ORIXÁS.

Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.

Mas, torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX, da mesma. Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. Os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram a estes aborígines de índios.

Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam ali por motivos pouco nobres.

O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia. São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na novel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.

Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz. Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.

Além disso, muitas das crianças índias e negras eram mortas, quando meninas (por não servirem para o trabalho pesado), quando doentes, através de torturas quando aprontavam suas “artes” e com isso perturbavam algum senhor. Algumas crianças brancas, acabavam sendo mortas também, vítimas da revolta de alguns índios e negros.

Juntando-se então os espíritos infantis, os dos negros e dos índios, acabaram formando o que hoje, chamamos de: Trilogia Carmática da Umbanda. Assim, hoje vemos esses espíritos trabalhando para reconduzir os algozes de outrora ao caminho de Deus.

A igreja católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investiu covardemente para eliminar as religiosidades negra e índia. Muitas comitivas sacerdotais são enviadas, com o intuito "nobre" de "salvar" a alma dos nativos e dos africanos.

A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros associassem as imagens dos santos católicos aos seus Orixás, como forma de burlar a opressão religiosa sofrida naquela época, e assim continuar a praticar e difundir o culto as forças da natureza, a esta associação, deu-se o nome de "Sincretismo religioso".

O candomblé iorubá, ou jeje-nagô, como costuma ser designado, congregou, desde o início, aspectos culturais originários de diferentes cidades iorubanas, originando-se aqui diferentes ritos, ou nações de candomblé, predominando em cada nação tradições da cidades ou região que acabou lhe emprestando o nome: queto, ijexá, efã. Esse candomblé baiano, que proliferou por todo o Brasil, tem sua contrapartida em Pernambuco, onde é denominado xangô, sendo a nação egba sua principal manifestação, e no Rio Grande do Sul, onde é chamado batuque, com sua nação oió-ijexá (Prandi, 1991). Outra variante ioruba, esta fortemente influenciada pela religião dos voduns daomeanos, é o tambor-de-mina nagô do Maranhão. Além dos candomblés iorubas, há os de origem banta, especialmente os denominados candomblés angola e congo, e aqueles de origem marcadamente fom, como o jeje-mahim baiano e o jeje-daomeano do tambor-de-mina maranhense.

Os anos sucedem-se. Em 1889 é assinada a "lei áurea". O quadro social dos ex-escravos é de total miséria. São abandonados à própria sorte, sem um programa governamental de inserção social. Na parte religiosa seus cultos são quase que direcionados ao mal, a vingança e a desgraça do homem branco, reflexo do período escravocrata. No campo astral, os espíritos que tinham tido encarnação como índios, caboclos (mamelucos), cafuzos e negros, não tinham campo de atuação nos agrupamentos religiosos existentes. O catolicismo, religião de predominância, repudiava a comunicação com os mortos, e o espiritismo (kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar e aceitar como nobres as comunicações de espíritos com o rótulo de "doutores". Os Senhores da Luz (Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quisessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.

Começa a se plasmar, sob a forma de religião, a Corrente Astral de Umbanda, com sua hierarquia, bases, funções, atributos e finalidades. Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras. No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos. Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.

A formação histórica do Brasil incorporou a herança de três culturas : a africana, a indígena e a européia. Este processo foi marcado por violências de todo o tipo, particularmente do colonizador em relação aos demais. A perseguição se deveu a preconceitos e a crença da elite brasileira numa suposta alienação provocada por estes cultos nas classes populares.

No início do século XX, o choque entre a cultura europeizada das elites e a cultura das classes populares urbanas, provocou o surgimento de duas tendências religiosas na cidade do Rio de Janeiro. Na elite branca e na classe média vigorava o catolicismo ; nos pobres das cidades (negros, brancos e mestiços) era grande a presença de rituais originários da África que, por força de sua natureza e das perseguições policiais, possuíam um caráter reservado.

Na segunda metade deste século, os cultos de origem africana passaram a ser freqüentados por brancos e mulatos oriundos da classe média e algumas pessoas da própria elite. Isto contribuiu, sem dúvida, para o caráter aberto e legal que estes cultos vêm adquirindo nos últimos anos.

Esta mistura de raças e culturas foi responsável por um forte sincretismo religioso, unificando mitologias a partir de semelhanças existentes entre santos católicos e orixás africanos, dando origem ao Umbandismo.

Ao contrário do Candomblé, a Umbanda possui grande flexibilidade ritual e doutrinária, o que a torna capaz de adotar novos elementos. Assim o elemento negro trouxe o africanismo (nações); os índios trouxeram os elementos da pajelança; os europeus trouxeram o Cristianismo e o Kardecismo; e, posteriormente, os povos orientais acrescentaram um pouco de sua ritualística à Umbanda. Essas cinco fontes criaram o pentagrama umbandista:

Cristianismo

Kardecismo

Africanismo

Indianismo




Os seguidores da Umbanda verdadeira só praticam rituais de Magia Branca, ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar um bem, e nunca de prejudicar quem quer que seja. Os espíritos da Quimbanda (Exus) podem, no entanto, ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo do verdadeiro médium é tão somente a prática da caridad

Algumas casas de Umbanda homenageiam alguns Orixás do Candomblé, como por exemplo: Oxumarê, Ossãe, Logun-Edé. Mas os mesmos, na Umbanda, não incorporam e nem são orixás regentes de nenhum médium.

Nós temos os nossos guias de trabalho e entre eles existe aquele que é o responsável pela nossa vida espiritual e por isso é chamado de guia chefe, normalmente é um caboclo, mas pode ser em alguns casos um preto-velho


Aspectos Dominantes do Movimento Umbandista


1. Ritual, variando pela origem

2. Vestes, em geral brancas

3. Altar com imagens católicas, pretos velho, caboclos

4. Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro

5. Desenvolvimento normal em corrente

6. Bases; africanismo, kardecismo, indianismo, catolicismo, orientalismo.

7. Serviço social constante nos terreiros

8. Finalidade de cura material e espiritual

9. Magia branca

10. Batiza, consagra e casa


Ritual



A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, ditado pelo guia chefe do terreiro, o que faz a diferenciação de ritual entre uma casa e outra. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes.

O mais importante, seria que todos pudessem encontrar em suas diferenças de culto, o que seria o elo mais importante e a ele se unissem. Tal elo é a Caridade!

Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não há som. O que importa é a honestidade e o amor com que nos entregamos a nossa religião.


FÉ E MUITA LUZ EM SEUS CORAÇÕES!
























segunda-feira, 21 de maio de 2012

SANTA SARA KALI


Santa Sarah Kali

Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sarah, uma cigana escrava, foram atirados ao mar pelos judeus, numa barca sem remos e sem provisões. Milagrosamente a barca, sem rumo, atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje a nossa tão querida Saintes Marie’ deLa Mer, França. (que seria as santas marias do mar).

Kali em romanês, quer dizer negra; e Sara, por ser uma cigana egípcia, possui a tez bem morena. Daí o nome. Os ciganos brasileiros adoram Nossa Senhora de Aparecida, talvez por causa de sua cor, e muitos a equiparam à Santa Sara Kali. Se não têm a imagem dela, por ser difícil encontrá-la, por certo possui em sua Thiera (barraca) ou casa uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Às vezes têm as duas.

É costume festejarmos nossas slavas (promessas ou comemorações em homenagem a algum santo). A Slava de Sara Kali é nos dias 24 de maio. A Salva de Nossa Senhora de Aparecida coincide com a comemoração dos gadjés, a 12 de outubro. Na Slava, é oferecido um banquete ao santo homenageado, onde colocamos o Santo do Dia no centro da mesa, em lugar de destaque e junto a Ele, um manrô (pão) redondo, que é furado no meio e onde colocamos um punhado de sal junto com a vela. Esse pão é posto em uma bandeja cheia de arroz cru, para chamar saúde e prosperidade e, ao término do almoço, ele é dividido entre os convidados pelos donos da casa, junto com essas palavras de bençãos:
 (Que você seja abençoado com o sal, com o pão e com ouro).

A festa de Santa Sarah

No final de maio, os Ciganos aos milhares, vão se reunindo na cidade de Les Saintes Maries’ de La Mer, na região de Camargue ao sul da França para cantar, dançar e pagar promessas para a sua santa padroeira. É em parte uma reunião, parte festival e parte peregrinação. Assim fique de olho na sua carteira, perca suas inibições e fique pronto para uma de “livre para tudo”. Enquanto as crenças espirituais ciganas são pagãs de natureza, a maioria dos ciganos foram batizados e respeitam a parte essencial da religião cristã. Eles vem para Les Saintes Maries’de la Mer (“as santas marias do mar’) porque a lenda diz que Maria Jacob e Maria Salomé, (parentes próximas de Jesus, da Virgem Maria, e uma delas mãe dos apóstolos João e Tiago) vieram para esta cidade de barco, quando foram expulsas da Judéia no século primeiro. Elas converteram o povo da cidade para o cristianismo, com a ajuda da líder matriarca da cidade, chamada Sarah. Os ciganos a adotaram como padroeira, embora ela não seja oficialmente reconhecida pela Igreja. O centro da reunião é a igreja matriz de Les Saintes Maries’de la Mer, onde as relíquias (como os ossos dos santos) são guardados na igreja. Os ossos são cerimoniosamente abaixados por polias e guindastes enquanto os fieis cantam acompanhados de violinos e sinos.

Então as relíquias são carregadas para o mar, junto com uma grande estátua de Santa Sarah, de modo que ela pode “esperar” a chegada das Marias. No dia seguinte as estátuas de Maria Jacob e Maria Salomé são colocadas junto ao oceano, pelos peregrinos, em sinal que elas chegaram as praias da França. A bordo de um tradicional barco de pesca o bispo abençoa o mar, a terra e os Ciganos. Diz a tradição que o bom Rei Renê mandou escavar a igreja, em 1448 eles relataram que foram encontraram dois corpos docemente perfumados. Muitos anos mais tarde esses corpos femininos foram datados como sendo do primeiro século (pode ser verdade ou apenas lenda). Outra lenda diz que as pedras onde os corpos estavam sepultados eram na verdade “pedras milagrosas” e eram usadas para curar olhos doentes e mulheres estéreis. Não deixe de ver na cripta debaixo da igreja se você necessita de alguma cura.

Oração...
Tu que és a única Santa Cigana do Mundo. Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos. Tu que fostes amedrontada e jogada ao mar. Para que morresses de sede e de fome. Tu sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que Tu sejas minha advogada perante a Deus. Que Tu me concedas sorte, saúde e que abençoe a minha vida. AMÉM.

Oração...
Sara, Sara, Sara, fostes escrava de José de Arimatéia, no mar fostes abandonada (pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, felicidade, fé, amigos, dinheiro...). Teus milagres no mar se sucederam e como Santa te tornastes; à beira do mar chegastes e o ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos Ciganos, ajudaste e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas. Sara Mãe dos Aflitos, a ti imploro proteção para o meu corpo, luz para os meus olhos enxergarem até no escuro (pedir forças para os seus olhos, vidência), luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos, brancos, negros, mulatos, enfim, a todos os que me cercam. Aos pés de Maria Santíssima, tu, Sara me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as agruras que terra nos oferece. Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante, nesse momento, beber três goles de água).
Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores e continuarei caminhando sem parar, assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passará e a união comigo ficará; e sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade. Teus ensinamentos deixarás! Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem, ajudados pelos poderes de nossos irmãos ciganos. Serei alegre e compreensiva (o) com todos os que me cercam.
Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e Sara, Sara, Sara, estará sempre na minha frente. Assim como os ciganos pedem: Sara fique sempre na minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.
E assim dizemos: somos protegidos pelos ciganos e pela Sara que me ensinará a caminhar e a perdoar. Reze três Ave-Marias: a 1ª para Santa Sara a 2ª para os Ciganos e a 3ª para você.

Oração...
Farol do meu caminho! Facho de Luz! Paz! Manto Protetor! Suave conforto. Amor! Hino de Alegria! Abertura dos meus caminhos! Harmonia! Livra-me dos cortes. Afasta-me das perdas. Dai-me a sorte! Faz da minha vida um hino de alegria, e aos seus pés me coloco, minha Sara, minha Virgem Cigana. Toma-me como oferenda e me faz de flor profana o mais puro lírio que orna e traz bons presságios à Tenda. Salve! Salve! Salve!

Faça essa oração, sempre que precisar de energia:

Santa Sara, pelas forças das águas, Santa, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza. Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia, pedimos à Senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas, pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossa vida. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas, sem luar. A Tsara é descanso do dia-a-dia, a Tsara é nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me acompanhe. Santa Sara, ilumina minha Tsara, para que a todos que batam a minha porta, eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu sempre seja a mesma pessoa humilde.

 Oração...
Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos arrependimento para os culpados e paz para os intranqüilos. Santa Sara que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

Balaio Completo



Faça esse Balaio para sua Cigana (o)

1 balaio grande de palha

1 melão

6 maçãs

6 peras

1mamão

6 bananas ouro

6 jambos

1 cacho de uva

6 punhados de sementes – arroz com casca – lentilha – ervilha – feijão fradinho – grão de bico - feijão branco

6 fitas coloridas

1 baralho

6 quindins

6 esfirras

6 quibes

6 pães árabe

Folhas de hortelã

6 rosas vermelhas

3 velas coloridas – azul – amarela e vermelha

Condimentos – erva-doce – canela – cravo da índia – noz moscada

1 brinco de argola dourado

1 pulseira de moedas

1 pandeiro

1 punhal

1 taça enfeitada com fitas coloridas

1 lenço cigano

Cristais

1 vinho de boa qualidade

Incensos e essências



Enquanto arma seu balaio, invoque as Ciganas Encantadas, coloque os ingredientes conforme sua intuição. Abra o baralho, sirva o vinho e acenda a vela vermelha. No segundo dia a de cor azul e no último dia a de cor amarela. Borrife seu balaio com as essências e deixe sempre um incenso aceso para perfumar e purificar seu ambiente. No fundo do balaio ou por cima dele, deixe uma carta com todos seus pedidos, à lápis, não assine seu nome, assine sua amiga. Caso queira sirva-se dos ingredientes. Entregue-o em porta de agência bancária.

Obs. – No balaio para O Cigano substitui-se apenas as bijuterias por 1 metro de corrente dourada aonde irão presos os pedidos – o vinho poderá ser o branco





MUITA LUZ,PAZ E SABEDORIA EM  SEUS CORAÇÕES!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MAGIAS E OFERENDAS PARA PROSPERIDADE


Na seqüência de Magias e oferendas, a mais procurada sem dúvida é a de Caminhos para a Prosperidade. Por mais que façamos alerta sobre o assunto, as pessoas teimam em não entender que o Dinheiro tem de circular para que renda em nossa conta bancária, o apego em demasia o faz diminuir, mas quando o compartilhamos, rende a ponto de nos surpreender. Conheço uma pessoa que mal começou a ganhar seu salário, presenteou sua mãe e familiares, mas não se esqueceu dos menos favorecidos e mensalmente doa assim que seu salário é depositado, uma Lata de Leite as crianças que encontra na rua, no supermercado. Outro dia ouvi seu comentário surpreso sobre o fato de apesar de ainda ganhar o mesmo salário, ele estava sobrando em sua conta. É isso, doando, recebemos. Pensem nisso.


Magias para a prosperidade

Em Lua Crescente

1 panela de barro s/ tampa
100 gramas de ervilha
100 gramas de lentilha
5 folhas de louro
100 gramas de semente de girassol
5 moedas antigas
5 moedas correntes
1 moringa de barro
Coloque todos os ingredientes na panela. Ao lado deposite a moringa com água mineral sem gás. Nunca deixe a moringa secar. Troque as sementes uma vez por mês.

Pó da Prosperidade.

1 noz moscada ralada
1 pacote de erva doce
5 folhas de louro
1 fava de aridan ralada
1 fava de baunilha ralada
Triture todos os elementos e em sentido frente para os fundos, vá assoprando o pó. Melhores dias terças e quintas.

Oferenda

 Ofereça a sua Cigana (o):

1 prato branco virgem
100 gramas de arroz cru
6 moedas antigas
6 folhas de louro bem verde
1 maçã bem vermelha
1 taça de vinho
1 vela dourada de sete dias
Incensos de verbena, canela e alecrim
Coloque no prato; o arroz, no centro as moedas e a maçã por cima delas. Enfeite com as folhas de louro. Acenda a vela o incenso e sirva ao vinho. Vá trocando a maçã até a Lua minguante.

Defumador de prosperidade

Carvão
Cravo da índia + açúcar mascavo + folhas de louro + noz moscada ralada +canela + erva doce
Faça esse defumador, antes do Sol nascer.

Para ganhar mais dinheiro

Varra sua casa dos fundos para frente. Deposite em uma folha de jornal, leve a uma encruzilhada aberta com uma vela dourada e peça a Pombo Gira Cigana a sua movimentação financeira.
Dia Segunda-feira
Ebó para uma pessoa soltar dinheiro
200gramas de quiabo
Azeite doce
Mel
16 folhas de saião
1 tigela branca de louça
1 orobô
1 moeda antiga
1 mão de cera direita

Como fazer: Pique o quiabo em rodelas finas, a seguir, tempere com o mel e o azeite. Coloque na tigela. Cubra com as folhas de saião, a mão de cera. Corte o orobô em 6 rodelas e forre a mão. No centro coloque a moeda. Acenda 2 velas de mel por 5 dias. Não esqueça de colocar o nome da pessoa embaixo da tigela e dentro da papa de quiabo. Coloque em seu altar doméstico. No sexto dia, entregue no pé de uma árvore frondosa.

Casa Comercial

1 prato dourado
8 folhas de alface crespo
Azeite doce e mel
Arrume as folhas, em cada uma coloque uma moeda. Ágüe com mel e o azeite. Coloque em local por onde os fregueses devam passar.
Defumador
Defume com: fumo de rolo, dinheiro em penca, louro e folha da fortuna. Dias Segundas quartas e sextas antes de começar o movimento.


Para conseguir um emprego

9 batatas doce
9 moedas douradas
1 travessa de louça branca
9 cravos da índia
Descasque as batatas e arrume-as no prato, em cada uma, espete uma moeda e um cravo. Ágüe com o mel e o azeite. Leve a uma campina e entregue as Ciganas Encantadas com uma taça de vinho e 3 velas coloridas.

Para subir na vida

1 travessa branca
6 espigas de milho cozidas
6 cavalos marinos pequenos
6 doces brancos
6 fitas coloridas
6 moedas antigas
3 velas – azul, amarela e vermelha
Disponha os ingredientes de seguinte forma – de fora para dentro – as espigas, os cavalos marinhos – os doces e as moedas. Abra as fitas formando uma roda colorida, partindo do centro para a beira do prato.
Em estrada longa, faça uma triangulação com as velas e deposite dentro do triangulo o prato e uma taça de vinho. Faça seus pedidos aos Ciganos da Estrada (Melhor dia: terça e quinta-feira.)
Encontrar um Emprego

Em uma quarta-feira, de Lua boa, faça um patuá com um saquinho amarelo. Dentro coloque: 3 grãos de milho, 7 lascas de casca de laranja, 7 sementes de uvas verdes, e escreva sua profissão. Costure com linha vermelha e diga em voz alta 9 vezes segurando o patuá na mão direita, diante de uma vela amarela, passando o em fumaça de incenso de lavanda:
“Eu (diga seu nome completo) encontro o emprego que tanto busco com o apoio de meus guias espirituais. Agradeço a Deus por estar trabalhando e feliz com meu salário” Sempre que sair, leve seu patuá em seu bolso direito.

Proteção no Trabalho

Em folha de papel sem pauta, escreva a lápis, o nome da firma onde trabalha e seu endereço, usando a folha de um extremo ao outro. Por cima com lápis vermelho, anote o Salmo 91. Enrole o papel em forma de pergaminho e dê um laço com fita azul claro. Reze o Salmo durante sete dias segurando-o e depois o deixe em lugar seguro, longe dos olhos alheios.

Para ser Reconhecido

Em um sábado, às 15 horas, pegue um Girassol. Tire o talo. Em um prato branco virgem, coloque mel e lentilha crua, misture bem. Coloque em papel sem pauta, seus dados e afunde-o na mistura. Por cima coloque o girassol. Acenda ao redor 7 velas amarelas, um incenso de acácia e diga 21 vezes:
“Eu..., obtenho todo reconhecimento dos meus superiores e, assim sendo, sempre atraio o sucesso e a prosperidade. Assim é e assim será com a ajuda de São Expedito”
Quando terminar, reze um Pai Nosso e 7 Aves Maria. Terminando as velas, peque 7 pétalas da flor e guarde-as em sua carteira separadas do dinheiro.

Para se livrar de dívidas

Em uma Segunda Feira de Lua Minguante, escreva suas dívidas, valores, pessoas, bancos, em papel sem pauta vermelho. Corte o papel num círculo de modo que a escrita fique no centro, com uma caneta vermelha escreva por cima de tudo: Fim das dívidas, sem confusão, por ordem de Santa Edwiges e da Virgem da Conceição.
Coloque o papel embaixo de uma vela de sete dias branca em um pires branco virgem e faça essa oração:
Senhora e Mãe dos impossíveis milagres peço-lhe por intermédio de Santa Edwiges, que me auxilie a vencer as minhas dificuldades e a quitar as minhas dívidas. Faça Virgem que eu consiga o valor necessário para saldar esses débitos e assim viver em paz. Confio que esse milagre já esta acontecendo.
Ore um Pai Nosso e uma Ave Maria por sete dias e no último queime o papel na chama da vela e assopre ao vento as cinzas.





UM ÓTIMO FIM DE SEMANA E BONS LUCROS!

domingo, 6 de maio de 2012

MAGIAS PARA O AMOR





MAGIAS, ENCANTAMENTOS E OFERENDAS 

Quem nunca quis muito, que algo mudasse em sua vida Profissional, Financeira, na Saúde ou na Vida Afetiva? Nesses muitos anos lidando com meus clientes e até mesmo em minha vida pessoal e familiar, ensinei e recorri ao que agora, nesta postagem, compartilho com vocês. Óbvio que precisaria de muitas e muitas páginas para ensinar todas, mas escolhi as que mais me são solicitadas.

Importante lembrar que: a magia só deve ser feita quando estamos certos de nossos objetivos. Não basta apenas juntar os ingredientes e ofertá-los ou imantá-los, precisamos estar com nosso corpo limpo, daí, recorram às ervas, e a nossa mente deverá estar focada em nosso ritual.

Todo material que será utilizado em sua magia, oferenda, deve estar limpo e seco.

Devemos também, observar o estágio Lunar, pois a Lua símbolo maior da Magia desde os tempos passados, é de extrema importância.


MAGIA PARA O AMOR

Sem dúvida a mais requisitada só não ensino a de amarração, funciona bem nos primeiros anos, mas depois...


POR SANTO ANTONIO 

Antiga, mas sempre poderosa, só não serve para as viúvas, que deverão pedir ajuda a São Pedro ou São Expedito.

Quinto dia de Lua Crescente

Um saquinho de couro – Uma Imagem de Santo Antonio pequena e de madeira, uma tira de papel sem pauta branco, uma rosa vermelha, pó de união, de amarração, um imã redondo macho e fêmea, duas alianças douradas de tamanho diferentes

Na tira de papel, escreva a lápis o nome do alvo do seu amor, na horizontal e escreva o seu Sete vezes em todas as direções por cima do dele. Passe essa tira pelas alianças. Coloque dentro do saco o Santo e os demais ingredientes.

Costure a abertura com linha vermelha, salpique gotas de essência de sândalos e guarde em sua gaveta de lingerie.

Durante treze dias ore a Santo Antonio reafirmando seu pedido. 

No dia do Santo

Muito comum encontrarmos em festas consagradas a esse Santo, uma fogueira. Espera-se as brasas apagarem, não vá queimar sua mão, recolha um pouquinho de cinzas e guarde em saquinho previamente confeccionado em tecido azul marinho.

Coloque uma tira de papel sem pauta com os nomes enrolados em uma imagem do santo e amarrado com fitas vermelhas. Feche o saquinho e ande com ele junto ao corpo por treze dias. Não se esqueça de orar e reafirmar seu pedido ao Santo Casamenteiro

Existem outras tantas, retirar o Menino Jesus do Braço do Santo e só devolve-lo após seu desejo ser atendido, colocá-lo no freezer, coitado do Santo, mas acreditem dá certo.

Mas Santo Antonio é Exu, então vamos recorrer a essa entidade nos nossos casos de amor. 

 Magia do Amor para Maria Padilha

Antes de começar seu ritual, peça a Maria Padilha que lhe ajude e prometa que assim que realizar seu desejo, irá em uma encruzilhada aberta e levara para presenteá-la, uma rosa vermelha, uma champanhe, uma vela branca, sete cigarros.

Você vai precisar:

Um coração de galinha (não serve frango) fresco e sem ir a geladeira

Linha vermelha (um retrós virgem)

Mel

Um vaso de barro de tamanho médio

Uma muda de comigo ninguém pode

Em Lua Crescente para Cheia

Uma tira de papel de seda vermelho

Escreva o nome do ser amado e o seu sete vezes por cima, enrole-o como um pergaminho. Com faca afiada abra uma fenda no coração e coloque o papel e o mel lá dentro. Enrole o coração com toda a linha vermelha. Com as mãos comece a colocar a terra no fundo do vaso, sempre reafirmando seu pedido, deposite o coração e plante o Comigo Ninguém Pode. Regue a planta todos os dias, decretando e pedido a essa Pombo Gira a realização de seu desejo.  

MAGIA DO AMOR POR OXUM 

Lua Crescente

Um mamão pequeno

Um vidro de mel

Pós de: União, Amarração, Agarradinho, Chora aos meus pés

Um Obi e Um Orobô

Um Metro de Fita Amarela Um prato de louça Branco

Antes de começar seu ritual, banhe-se normalmente e enxágüe-se com um banho de rosa amarela com sete gotas de essência de almíscar.

A seguir, corte o mamão ao comprido e retire suas sementes. Coloque uma tira de papel sem pauta com o nome do ser amado e o seu sete vezes por cima em todas as direções, dentro de uma das bandas do mamão juntamente com os pós e o obi e orobô. Cubra tudo com mel, sempre fazendo seus pedidos a Oxum. Junte a outra banda, coloque no prato. Amarre para que as bandas não se separem e de um bonito laço com a fita amarela. Entregue em cachoeira ou córrego de águas limpas com um Champanhe, cinco rosas amarelas e um kit da Oxum





MAGIA PARA O AMOR POR XANGÔ

Lua Crescente

Vinte um quiabos frescos, mel, pó de segurança, amarração, união, de amor. Um alguidar de louça branca médio, sete velas marrons, vinte uma Xerox da foto do ser amado. Uma colher de páu

Retire as cabeças dos quiabos com faca virgem e reserve. Corte os quiabos em rodelas pequenas direto no alguidar, Acrescente os ingredientes um a um, as vinte e uma Xerox e com uma colher de paú virgem misture tudo em sentido horário.

Com muita fé, coloque uma a uma as cabeças dos quiabos chamando pelo nome do ser amado. Coloque as sete velas dentro do alguidar e as acenda.

Ao fim da queima, você verá que a parafina formou uma película por cima da mistura. Deixe em sua casa por vinte um dias. Entregue em pedreira com uma cerveja preta a Pai Xangô 

Para atrair

2 bananas ouro

Mel – açúcar cristal – azeite doce – canela em pó – essência de baunilha

Os nomes – sempre a lápis em papel rosa

1 travessa de louça branca

2 velas de mel

Cortem a s bananas ao comprido; coloque seu nome e o do ser amado nas duas bananas. Ágüe com o mel e o azeite e a essência. Polvilhe com a canela e o açúcar. Entregue em praça florida, forrando o chão com pétalas de rosa vermelhas e uma taça de vinho. Acenda as duas velas por cima do trabalho e invoque as Ciganas Encantadas.

Para Unir

6 quiabos inteiros

6 papeis de cada nome

1 vela de 7 dias marrom

Linha branca

Mel e azeite doce

1 travessa branca

Abra os quiabos ao comprido e coloque seu nome e o do ser amado. Envolva cada um com a linha branca. Ágüe o prato e firme a vela. Ao redor disponha os quiabos. Ágüe com mel e azeite doce. Faça seus pedidos a Xangô. Entregue após os sete dias na mata com 12 velas brancas e 1 cerveja preta.


Para Unir

1 Imagem pequena de Santo Antonio

Em dia de Lua crescente, leve a imagem até a Igreja do Santo e peça para o Padre a benzer. Chegando em casa, escreva os nomes na base do Santo e coloque-o em um copo virgem com mel de cabeça para baixo. Diga que só irá virá-lo quando seu amor estiver mais unido a você.

Para adoçar

1 prato branco virgem

Os nomes

1 beterraba com casca cortada em rodelas

Mel – azeite doce- pó de sândalo

1 vela rosa e outra azul

Coloque os nomes no prato. Cubra-os com as rodelas de beterraba; ágüe com o mel e o azeite. Polvilhe o pó de sândalo. Acenda uma vela azul e peça as Ciganas que o adoce. Faça essa magia em uma terça-feira até as 18 horas, deixe em sua casa por 5 dias após leve a jardim florido com 1 copo de água adoçada e 1 vela rosa.

Banho de atração

Manacá + noz moscada ralada + 5 folhas de louro + pétalas de rosas vermelha + 5 gotas de essências de verbena e 5 de dama da noite. Cabeça aos pés. Lua crescente.

Para amansar

Durante 7 noites coloque sua mão direita sobre o Chakra Coronário do ser amado e vá dizendo baixinho “Você é fogo, Eu sou a água, Você acende, Eu te apago” A seguir ore 3 Pai Nossos e 3 Ave Marias.

Banho Infalível

25 gotas de essência de verbena

25 gotas de essência de dama da noite

7 rosas vermelhas – 7 rosas brancas – 7 rosas amarelas

1 cálice de Catuaba

7 folhas de hortelã

Noz moscada ralada

7 paus de canela

Coloque água para ferver com as pétalas das rosas, as folhas de hortelã, a noz moscada e os paus de canela. Espere esfriar, acrescente as essências e a catuaba. Banhe-se do pescoço para baixo em lua crescente e depois não reclame do efeito.

Para aumentar a libido

Faça um mocotó bem saboroso e acrescente 1 folha de eucalipto triturada, não exagere. Tome 1 copo no almoço e no jantar.

Pó de Atração

500 gramas de talco neutro

2 noz moscada raladas

30 ml de essência de verbena

1 fava de baunilha ralada

2 colheres de chá de canela em pó. Misture bem e guarde em local seco.

Use quando quiser agradar o parceiro ou arrumar algum.


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OFERENDAS E MAGIAS  PARA :PROSPERIDADE, AFASTANDO O INIMIGO.

UMA ÓTIMA SEMANA ! MUITA LUZ E PAZ!